2 de agosto de 2011

Se eu pudesse imaginar..

A morte de Renan Portilho, 9 dias atrás, ainda é meio surreal. Ele tinha 21 anos e muitos conhecidos e alguns amigos em comum comigo, por isso que nos conhecíamos. Porém, desde que soube que aquele carro que tinha visto na manhã daquele domingo era dele, foi como se tivesse me tornado uma pessoa próxima. Entrava no facebook dele e meus olhos lacrimejavam, questionando Deus o motivo dessa morte tão prematura, pelos sonhos que foram por água abaixo tão cedo. Perguntava se, no período de consciência que o Senhor permitiu que ele tivesse, ele se arrependeu de todas as escolhas erradas desses últimos anos e se reconciliou, já que estava afastado da igreja há alguns anos.  Por isso, achava que ia ficar chorando o tempo todo no culto em memória dele ontem. Mas não. 
Foi falado em vida eterna ao invés de morte, sobre o amor de Deus pelo ser humano, pelo vazio que não pode ser preenchido por nada além da presença de Deus, sobre o filho pródigo e que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus.
Olhava para o lado e via muitos jovens que aparentavam estar vivendo a  mesma vida que ele costumava levar: festas até o amanhecer, muitas garotas, bebidas e alta velocidade. Percebi claramente que muitos deles estavam entrando numa igreja pela primeira vez e que, ali, estavam tendo uma chance ímpar, afinal, o culto foi inteiramente evangelístico.
Fiquei surpresa quando vi alguns amigos meus do Ensino Fundamental que posso acompanhar mais de perto e ter a certeza de que era plano de Deus a presença deles lá e que, talvez, só por causa desse acontecimento, eles tenham tido a oportunidade de ouvir mais profundamente sobre Deus.
Hoje, não fico mais questionando. Para tudo se tem um propósito debaixo do céu e acredito que a morte do Renan teve um objetivo primordial: fazer com que esses (quase 50) jovens (que nunca tinham entrado numa igreja) ouvissem falar sobre o Deus da vida e, a partir daí, poder escolher a melhor parte.

Ouvi essa música ontem lá, pela primeira vez, e me apaixonei completamente:  

(Infelizmente, tiraram a versão da Banda Atrium)

Um comentário:

  1. éé carol, muitas coisas ainda se passam na cabeça. E mesmo vendo esse texto 5 quase 6 meses após o acontecimento é impossível ainda não se questionar.
    Não se questionar pq ainda vivemos da mesma forma mesmo depois de tudo o que aconteceu.
    Talvez pq se eu(nos) pudesse(mos) imaginar" não viveríamos da forma como vivemos.

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