17 de dezembro de 2012

Força, fé e foco

Sabe quando você quer muito uma coisa e, quando consegue, percebe que não é nada daquilo que você imaginou? Então, foi isso que eu vivi em agosto desse ano. Tinha saído da Agência UVA no semestre anterior, em que trabalhava como monitora e estagiária de todas as áreas possíveis, para me aventurar no mundo do jornalismo fora da faculdade. Foi aí que a ilusão de um estágio para a suposta área de jornalismo, em um lugar lindo da Barra, começou. Entrei no primeiro dia olhando os 6 computadores da sala, percebendo que ia ter quer levar casaco, achando que ia enfeitar a minha mesa do meu jeito, com clientes para ajudar a assessorar, reuniões via-skype com o pessoal de Miami (por isso que ele gostou muito de saber que eu sabia falar em inglês na entrevista), releases e todas as coisas que eu aprendia na sala de aula. Mas aquele primeiro dia reservava a descoberta de que o carinha só tinha me contratado, na verdade, por causa do meu bom português, para falar com os clientes via e-mail, pedindo nota fiscal dos produtos que a empresa trazia para o Brasil. Além disso, percebi que as reuniões eram mais para decidir o que iria ou não para o site de compras da empresa ou se o produto já tinha chegado no estoque. Umas 3 semanas depois, soube que ia ter que começar a atender o telefone para tirar dúvidas dos clientes sobre o trabalho que a empresa oferecia. Ali não tinha nada de jornalismo e isso me irritava profundamente TODOS OS DIAS. Saía às 20h, conversando com a Catiane, única pessoa que valeu a pena ter conhecido naquele lugar, reclamando que tinha passado mais um dia em um lugar que não era meu, fazendo as coisas por fazer e esperando chegar o dia de pagamento para ter alguma recompensa por aguentar tudo aquilo. Eu não queria aprender as mil coisas que nunca tinha escutado antes na minha vida. Queria apenas colocar em prática o que tenho estudado na faculdade. É pedir demais? Chegava em casa todos os dias odiando a empresa, o diretor que me entrevistou e sabia que eu buscava um estágio em JORNALISMO, a coordenadora de 26 anos que era uma idiota e a cunhada do dono, por ter o rabo preso com a coordenadora, que se achava a dona da razão e só gostava de quem ficava puxando o saco dela, coisa que me enojava. 
Aguentei essa vida durante 1 mês e 10 dias. Digo, na verdade, que perdi 1 mês e 10 dias da minha vida. E, apesar de ter conseguido aguentar esse tempo, nem todo o dinheiro do mundo conseguiria me manter naquele lugar. Estava tão infeliz! O que eu achava que encontraria naquele trabalho se desfez na minha frente, junto com os suspiros apaixonados de ganhar para fazer o que estudo e, consequentemente, o que gosto de fazer, o que amo. Parece ser básico, mas, depois dessa, observo mais sobre a vaga, a empresa e  dou mais ênfase ainda ao entrevistador sobre a área que eu estudo.
Acho que tô falando sobre isso porque, depois dessa experiência horrível, tenho vivido novos ares. No momento, tenho 4 oportunidades muito boas de estágio, com 3 na última fase do processo seletivo de grandes empresas, com ótimas chances de crescimento, com salários interessantíssimos em 2 deles, em diferentes áreas da profissão e tudo REALMENTE na minha área.
Como tenho falado com fé, 2013 vai ser um ano de conquistas e crescimento em todas as áreas da minha vida. Que a profissional dê o pontapé inicial em tudo o que está por vir.

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