Perdi o sono às 7h30 da manhã. Levantei e já fui fazer o esboço do que eu ia falar na defesa da minha monografia hoje. Escrevi, escrevi e, como sempre, não achei o suficiente. Não tinha muito tempo. Fui ensaiando em voz alta a forma como deveria falar na hora. Orei pedindo sabedoria e calma. Depois tirei um pouco minha atenção desse foco. O tempo vai passando. Quando percebo, já está na hora de me arrumar. O frio na barriga, que ja tinha chegado antes do esperado (mais especificamente enquanto fazia o esboço), se intensificou. Hora de ir.
Cheguei 1h antes. Fui na Casa de Comunicação perguntar onde seriam as defesas e me direcionei para lá. Abri a porta da sala e liguei o ar. Comecei a refazer meu texto na minha mente, enquanto esperava a minha hora. Um pouco depois, entra uma menina que está na mesma situação que eu. A gente começa a conversar para descontrair. Chega a minha orientadora. O nervosismo aumenta. Ajudo a menina que acabei de conhecer a tentar abrir o programa com a apresentação dela, que estava marcada para antes da minha. Tudo pronto. Saio da sala. O tempo passa rápido enquanto repasso minha fala e oro mais uma vez. Ela sai nervosa, esperando as professores resolverem a nota dela. Ela entra por 2 minutos e depois sai, pedindo pra eu tirar uma foto delas. São 13h30. É, chegou minha vez.
Coloco meu esboço, minha garrafinha de água e uma cópia da minha monografia na mesinha. As três professoras da banca já estão à postos, bem à vontade. Maristela, minha orientadora, pergunta se eu vou usar slide na apresentação e eu falo que não. Então, ela pergunta se eu estou pronta e eu balanço a cabelo em sinal afirmativo. Ela continua...
- Primeiro eu gostaria de agradecer à você, por ter me escolhido como orientadora. Gostaria de agradecer também a Deus, por só alunos bons me escolherem para isso.
- Também, né? Brinca Renata Feital, sentada a minha esquerda.
Depois de um momento de risos, minha orientadora apresenta meu tema e fala meu nome todo em voz alta.
- Respira, fica calma e pode começar, completa ela.
Falo por uns 10 minutos. Falo até algumas coisas que não tinha programado.
Alguns tópicos renderem assuntos entre mim e a banca durante minha apresentação. O clima estava descontraído e fui ficando mais tranquila.
- E é isso, digo para finalizar.
A professora mestranda Mônica Nunes, sentada a minha direita, começa a falar.
- Você sempre tagarela nas minhas aulas, hein..
- Uma tagarela com notas boas, retruco rindo.
- Eu não falei que você não tira notas boas, revida ela, rindo também.
- Ela só é tagarela por causa do grupinho. Quando eles não vão, ela fica quietinha, minha orientadora, sentada na minha frente, me defende. rs
A palavra volta para a Mônica, a que menos tenho afinidade na sala. Ela diz que gostou do meu trabalho, comenta que faltou colocar uma palavra-chave no resumo e pergunta o motivo de ter escolhido a âncora do jornal da Record, Adriana Araújo, como uma das entrevistadas para o assunto. Respondo que, mesmo meu assunto sendo impresso, queria colocar a opinião de jornalistas no geral, independentemente de onde eles trabalhem.
- Entendi, ela responde.
A professora doutora Renata Feital está com a palavra agora.
- Eu gostei muito do seu trabalho. Foi uma leitura muito boa! Acho muito legal você ir atrás de uma resposta que você e seus colegas tiveram dúvida durante a faculdade. Não sei se você pensa em continuar estudando depois daqui...
Eu respondo:
- Eu quero sim. Tô pensando em começar minha pós agora em março e depois tentar um mestrado.
- Então, ela continua, a maioria dos alunos de jornalismo não costuma parar na graduação mesmo. Acho que seria válido você continuar esse estudo tentando uma vaga de mestrado na UERJ. Mas acho que, para ficar mais completo para esse próximo estudo, você deve se aprofundar mais ainda nas características do livro que você escolheu, que é muito rico. E ah! Queria que você acrescentasse nos anexos as entrevistas na íntegra. Achei muito legal essa sua iniciativa em saber a opinião dessas pessoas.
Minha orientadora, doutora em ética no Jornalismo e também formada em Letras, minha maior referência durante a faculdade, comenta algumas coisas que a gente fez, o que ela precisou tirar do trabalho, etc.
- Agora você pode esperar lá fora que a gente vai te avaliar.
Saio da sala e já tem um menino nervoso esperando pra entrar.
- E aí, como foi? Ele pergunta.
A gente conversa até a Maristela me chamar de novo pra entrar.
- Então, depois de tudo isso, chegamos a conclusão de que você tirou 9,0 na parte escrita e 10,0 na oral, te dando uma média de 9,5. Parabéns!! Você precisa assinar a folha e depois ir lá em cima assinar na coordenação.
- Tá ótimo, afirma a Feital rindo.
Abraços em todas.
Saio da sala e peço pro menino que conversei tirar uma foto nossa.
- Ah! Vamos tirar mais uma com o papel.
- É, porque todo mundo vai conseguir ler o que está escrito, minha orientadora brinca.
Todas rimos.
Saí da faculdade agradecendo a Deus por mais essa conquista.
(21.11.13 - O meu dia de Defender)
Coloco meu esboço, minha garrafinha de água e uma cópia da minha monografia na mesinha. As três professoras da banca já estão à postos, bem à vontade. Maristela, minha orientadora, pergunta se eu vou usar slide na apresentação e eu falo que não. Então, ela pergunta se eu estou pronta e eu balanço a cabelo em sinal afirmativo. Ela continua...
- Primeiro eu gostaria de agradecer à você, por ter me escolhido como orientadora. Gostaria de agradecer também a Deus, por só alunos bons me escolherem para isso.
- Também, né? Brinca Renata Feital, sentada a minha esquerda.
Depois de um momento de risos, minha orientadora apresenta meu tema e fala meu nome todo em voz alta.
- Respira, fica calma e pode começar, completa ela.
Falo por uns 10 minutos. Falo até algumas coisas que não tinha programado.
Alguns tópicos renderem assuntos entre mim e a banca durante minha apresentação. O clima estava descontraído e fui ficando mais tranquila.
- E é isso, digo para finalizar.
A professora mestranda Mônica Nunes, sentada a minha direita, começa a falar.
- Você sempre tagarela nas minhas aulas, hein..
- Uma tagarela com notas boas, retruco rindo.
- Eu não falei que você não tira notas boas, revida ela, rindo também.
- Ela só é tagarela por causa do grupinho. Quando eles não vão, ela fica quietinha, minha orientadora, sentada na minha frente, me defende. rs
A palavra volta para a Mônica, a que menos tenho afinidade na sala. Ela diz que gostou do meu trabalho, comenta que faltou colocar uma palavra-chave no resumo e pergunta o motivo de ter escolhido a âncora do jornal da Record, Adriana Araújo, como uma das entrevistadas para o assunto. Respondo que, mesmo meu assunto sendo impresso, queria colocar a opinião de jornalistas no geral, independentemente de onde eles trabalhem.
- Entendi, ela responde.
A professora doutora Renata Feital está com a palavra agora.
- Eu gostei muito do seu trabalho. Foi uma leitura muito boa! Acho muito legal você ir atrás de uma resposta que você e seus colegas tiveram dúvida durante a faculdade. Não sei se você pensa em continuar estudando depois daqui...
Eu respondo:
- Eu quero sim. Tô pensando em começar minha pós agora em março e depois tentar um mestrado.
- Então, ela continua, a maioria dos alunos de jornalismo não costuma parar na graduação mesmo. Acho que seria válido você continuar esse estudo tentando uma vaga de mestrado na UERJ. Mas acho que, para ficar mais completo para esse próximo estudo, você deve se aprofundar mais ainda nas características do livro que você escolheu, que é muito rico. E ah! Queria que você acrescentasse nos anexos as entrevistas na íntegra. Achei muito legal essa sua iniciativa em saber a opinião dessas pessoas.
Minha orientadora, doutora em ética no Jornalismo e também formada em Letras, minha maior referência durante a faculdade, comenta algumas coisas que a gente fez, o que ela precisou tirar do trabalho, etc.
- Agora você pode esperar lá fora que a gente vai te avaliar.
Saio da sala e já tem um menino nervoso esperando pra entrar.
- E aí, como foi? Ele pergunta.
A gente conversa até a Maristela me chamar de novo pra entrar.
- Então, depois de tudo isso, chegamos a conclusão de que você tirou 9,0 na parte escrita e 10,0 na oral, te dando uma média de 9,5. Parabéns!! Você precisa assinar a folha e depois ir lá em cima assinar na coordenação.
- Tá ótimo, afirma a Feital rindo.
Abraços em todas.
Saio da sala e peço pro menino que conversei tirar uma foto nossa.
- Ah! Vamos tirar mais uma com o papel.
- É, porque todo mundo vai conseguir ler o que está escrito, minha orientadora brinca.
Todas rimos.
Saí da faculdade agradecendo a Deus por mais essa conquista.
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| Da esquerda para a direita: Renata Feital, Maristela Fittipaldi e Mônica Nunes |
(21.11.13 - O meu dia de Defender)

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