18 de maio de 2011

3 letras


Lembro como se fosse hoje do dia em que te vi pela primeira vez. Foi em um sábado, depois do ensaio do Shalom, que meus pais e minha irmã foram comigo até o antigo Pet Shop (que hoje é a drogaria) há 7 anos atrás. Era para escolher qual cachorro queria como presente de aniversário de 13 anos (o presente que tanto queria). Fiquei na dúvida entre você e no poodle do seu lado. O poodle estava fazendo móh bagunça, enquanto você estava quietinho. Resolvi te escolher por dois motivos: Você aparentava ser mais calmo e porque basset dachshund é muito mais incomum do que poodle, que todo mundo tem.
Te trouxe numa caixinha de sapato e você mal cabia na metade da caixa. Era tão pequenininho com seus 45 dias.. 
Nossa primeira semana foi difícil, não posso negar. Você chorava tanto de madrugada que cheguei a pensar em te devolver. Minha irmã que fez a proeza de acordar no meio da noite pra te fazer um pouco de companhia. Só assim pra você parar de chorar. Mas enfim você se acostumou e começou a se revelar. Fazia tanta bagunça, tinha tanta energia (e esses verbos ainda podem ser colocados no presente, sem dúvidas).. 
Você completou 2 anos e nos deu o primeiro susto. Acabou comendo mais da metade de um veneno de rato que minha vó tinha colocado escondido, mas que você achou, como um caçador que se preze. Saí correndo e chorando ao mesmo tempo até a casa da sua veterinária que, graças a Deus, mora aqui no condomínio. Você ficou no soro uma semana. Não conseguia levantar direito, tinha aquele olhar caído (tão diferente do normal) e eu não via mais aquela alegria que contagiava meu dia todos os dias. A veterinária disse que foi um milagre você não ter morrido. "Ele lutou para não morrer", ela disse. Mas afirmou também que você teria alguma sequela, podendo não voltar a andar ou até ficar cego pela quantidade de veneno ingerida. Orei tanto por você! Taaanto!Só queria te ver com aquela alegria que só você tem, com aquele seu olhar de sem vergonha. E graças a Deus você não teve nenhuma sequela. NENHUMA, Bob.
Você fez 7 anos dia 2 de Fevereiro. Sua barbinha já está um pouco branca, mas aquela sua alegria de quando tinha meses continua intacta.
As pessoas dizem que eu te mimo e MIMO MESMO! Te trato como filho e é o que você é pra mim. Amo ficar dividindo minha coberta com você no sofá. Não consigo imaginar essa casa sem você, meu bagunceiro. Não consigo imaginar minha vida sem você. Fico te agarrando, te perturbando, dividindo tudo o que eu como porque é isso que me deixa feliz.. ter você comigo. Tudo bem que você ficou meio abusado subindo na minha cama quando eu não estou nela ou mostrando aqueles dentes quando falo que já está na hora de você ir pra sua casa dormir, mas são só consequencias bobas, só isso. Na verdade, só quis escrever aqui porque te vi enroladinho no sofá por causa do frio agora pouco e fiquei com vontade de dizer que não quero te perder nunca. Você é uma parte de mim, filho. E como sempre te digo: Eu te amo, Bob! 

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